22 maio 2017

ACMA: Os Mastros Populares

Ph: Lia Marchi/ADA
O ACMA, A Cultura Mora Aqui, continua a marcar pontos pela blogosfera a fora. Neste mês e no próximo, Maio e Junho, o tema escolhido é festas, festejos e festividades. Com a chegada das semanas académicas, da Queima, dos santos populares e das festas tradicionais das aldeias, entre outras tão próprias desta altura do ano, acredito que existam muitas histórias para contar.
Por aqui, vou falar-vos de algo que ainda só encontrei no Alentejo e no Algarve, corrijam-me se estiver enganada: Mastros Populares.

Quando chega esta altura do ano, todas as terras e zonas do país enchem-se de festas de todos os géneros. Aqui na minha zona não é excepção. Temos terras que dedicam um ano ou meses a criar enfeites para as ruas naquele determinado evento.
Sei que a palavra populares puxa um pouco só para a época dos Santos, mas não, prolonga-se até ao final do verão. Não sei se há disto noutras zonas do país, mas aqui é bastante normal. É como um baile de pimba, kizomba e outros tipos de música, mas com enfeites de papel a decorar toda a festa. E sim, isto é uma festa em grande!

Ph: Facebook
Pois bem, vocês devem-se estar a perguntar sobre o que é o mastro. Existe alguém - ou vários alguém - muito habilidoso que faz fitinhas bonitas para pendurar em aros quadrados que ficam presos ao mastro. Resumidamente: é um poste enfeitado como se de uma árvore se tratasse e que tem uma bandeira no cimo. Sabem o que é um mastro de um barco, certo? É exactamente a mesma coisa.
Nele também é colocada uma doçaria tradicional: alcôncoras. É um bolo muito antigo que apareceu na época em que não era comum as famílias terem doces e estes duram cerca de 3 meses. Por isso é que são pendurados no Mastro.
Depois todas as cordas cheias de enfeites que foram feitas são ligadas ao mastro, fazendo dele o ponto central da festa que dura sempre 2 dias: a partir do momento em que montam o mastro começa a festa e só terminará quando tirarem as alcôncoras que nele se encontram, que é no dia seguinte, e onde partilham o doce com as pessoas que lá se encontram.

Por cá também é comum as pessoas fazerem uma festa destas como pagamento de promessas. Há quem prometa ir a Fátima e há quem pague por isto, pois as entradas são sempre gratuitas.

Na minha terra há um evento destes no final de Agosto que junta toda a aldeia, familiares de fora, amigos e pessoas da zona. É o maior convívio que temos por aqui, pois vemos imensas pessoas que já não encontramos há anos.
Os exemplos maiores que temos deste tipo de festa são no Redondo, com as Ruas Floridas, e em Campo Maior, com as Flores de Papel das Festas do Povo.

E porque é que eu digo que ainda só encontrei este tipo de festa no Alentejo e Algarve? Porque fui a Arcos de Valdevez em Agosto do ano passado e presenciei a Festa do Emigrante. Tem algumas semelhanças com as nossas, desde os bailes, a concertos, a barraquinhas de comida e bebida, mas tem um espírito muito diferente. As ruas não são enfeitadas com materiais feitos à mão, apenas luzes. E encontrar pessoas a dançar e cantar no meio da rua, do nada, como se fosse um flash mob, é muito estranho e divertido ao mesmo tempo.

Já foram a algum Mastro?
Conheciam este tipo de festa ou só sabiam do Redondo e de Campo Maior?
Contem-me tudo!



Se também quiserem colaborar no ACMA podem mandar um email para acma.cultura[a]gmail.com e não se esqueçam de visitar a página de Facebook e de dar uma olhadela aos outros participantes.


BLOGS PARTICIPANTES

5 comentários :

  1. Não conhecíamos mas ficámos muito interessados em conhecer. Gostamos imenso destas festividades e de conhecer o que de bom se faz no nosso país, ao bom estilo tuga. ☺

    ResponderEliminar
  2. Não conhecia,mas fiquei muito curiosa para conhecer ❣️😘😘😘

    ResponderEliminar
  3. Fiquei com curiosidade de conhecer. Não tinha conhecimento de tal coisa :)

    ResponderEliminar
  4. Não conhecia, ams de facto parece muito interessante! Gostei das imagens =)
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  5. Não conhecia, mas parece uma tradição muito bonita e muito interessante! Aqui na minha zona também temos festas populares, mas não se compara a esta! Gostei muito do post!

    Um beijinho,
    Bia do Bookaholic.

    ResponderEliminar

UP!