ACMA: 5 hobbies da minha vida

24 março 2017


O ACMA, A Cultura Mora Aqui, está de volta ao blog e, para este mês e o próximo, Março e Abril, vem com um tema mesmo on point e sobre o qual eu já andava para falar há séculos: hobbies/passatempos.

Isto podia levar-me a divagar imenso sobre as histórias da minha vida, mas não quero ir por aí. Não sou a pessoa mais rica em hobbies, mas acho que os que tenho/tive já me enriqueceram de alguma forma.

Sempre ouvi dizer que devemos ter 3 hobbies na vida: um para o dinheiro, outro para o corpo e um último para a criatividade. Se tivermos um trabalho do qual gostamos, nunca iremos precisar de trabalhar na vida. Só isso já é um grande passo para o nosso bem-estar! Se arranjarmos outro que mantenha o nosso corpo ativo, aí marcamos mais pontos. Por fim, se tivermos ainda outro que nos ajude a manter a mente ativa e cheia de ideias novas, porque não juntá-lo?


Quando era mais nova, lá pelo ano de 2000 e troca o passo, era doida por imensas coisas: desenho, fotografia, desporto (qualquer um que fosse), ler e fazer renda/ponto cruz; eram coisas de que gostava mesmo muito!

A minha avó sempre quis que eu fosse uma boa dona do lar, por isso ensinou-me a costurar, a fazer renda e até ponto cruz. Confesso que aquele de que mais gostava era mesmo este último: fiz panos super giros, tinha livros com desenhos para fazer e, às vezes, até criava os meus. Quando estava no básico, fazia as minhas próprias pulseiras em renda e todos os meus amigos queriam uma também! Sem dúvida que foi das melhores coisas que aprendi e o melhor tempo que passei com ela.


Desde que me lembro de ser gente que o desenho faz parte da minha vida! Desde cedo que rabisco nas folhas e, nas aulas de Educação Visual, sempre fui a mais atenta e dedicada aos trabalhos. O meu pai tem um talento enorme e, apesar de serem poucas as vezes que o vejo desenhar, sempre foi a minha maior inspiração. Seguir Artes no secundário sempre foi o meu objetivo e aprendi imenso! Todos os meus tempos livres, nas aulas mais secantes ou até mesmo em casa depois das aulas, lá estava eu a desenhar qualquer coisa. Quando cheguei à universidade, acalmei um pouco; não tinha tanto tempo livre, não tinha tantas aulas práticas de desenho, enfim, não era a mesma coisa. Desde aí que este hobby anda adormecido. Ora me apetece muito desenhar, ora nem me lembro de tal coisa.

Quanto a ler, era algo que eu adorava! Li quase tudo o que eram livros que tinha cá por casa quando estava no básico. Depois, acalmei e, no meu 11.º ano, voltei a ler. Voltei a acalmar e, na universidade, voltei a entrar no espírito. Ultimamente, é algo que só com o livro certo é que me atiro de cabeça.

Já a fotografia vem desde os meus 12 anos, por aí. Desde que me apanhei com uma máquina digital compacta do meu irmão que sei o que é a fotografia macro. Desde que comecei a saber olhar e escolher o meu alvo que sei o que é a fotografia de paisagem. Desde que tenho a minha DSLR que sei o que é a fotografia em si. Cheguei até a ganhar um concurso com uma foto tirada com uma compacta e isso mudou completamente a forma despreocupada como eu via a fotografia!

Concorri contra outros alunos da escola secundária que tinham grandes máquinas (DSLRs, na altura, era só para quem tinha dinheiro); todos eles tinham fotos fantásticas do pôr-do-sol, de campos, de animais a pastar, de cascatas, etc, e sabem o que é que eu fotografei? Uma abelha numa flor de couve, a 1 cm da lente da minha compacta. Algo que consegui na boa, num dia em que me apeteceu sair à rua e fotografar qualquer coisa. E participei só porque sim.

Aprendi imenso sobre fotografia na universidade, apesar de o professor não ter ensinado nada. Aprendi imenso sozinha, o que só foi possível porque lia revistas sobre o assunto, via documentários e praticava sempre mais e mais. Fiquei super feliz quando fotografei a Ponte 25 de Abril, em hora de ponta, sem tripé, e onde apanhei o rasto dos carros e de um comboio. Fiquei ainda mais feliz quando tirei as primeiras fotos à noite e descobri que o céu tem muito mais para descobrir do que aquilo que o meu olho vê no céu limpo e sereno do Alentejo. Fotografia é amor e, com ela, sei que ainda vou aprender muito.


O desporto sempre foi algo que me acompanhou: cresci numa rua de rapazes, onde reinava o futebol, o pião, o berlinde, as bicicletas, as corridas, o basquetebol… sei lá eu mais o quê! Andava de bicicleta a toda a hora, jogava com eles à bola e era boa nisso! Depois, no 7.º ano, descobri que o voleibol era a minha cena e entrei na equipa de Desporto Escolar. No 9.º ano, fomos campeãs distritais e ficámos em 2.º lugar nos regionais.
Foi das melhores alturas da minha vida! No secundário, entrei novamente para a equipa de DE da escola e adorava aquilo. No ano em que terminei o secundário, ia ao ginásio duas vezes por semana e tinha aulas de Educação Física, de livre vontade, outras três vezes por semana. Algo impensável para a maior parte das raparigas da minha idade. O quê? E.F.? Ginásio? Correr? Suar? Nããão!

A coisa piorou quando cheguei à universidade. Já vos contei por aqui que não tinha como praticar desporto e vi-me a piorar em termos físicos a cada dia que passava. O desenho também começou a vir por água a baixo e as leituras e tudo mais tomaram o mesmo caminho. A universidade não nos dá espaço para muita coisa e a carga horária, associada a tantos trabalhos, fazia-me meter algumas coisas de parte.

Hoje, estou apenas na luta pelos tais três tipos de hobbies que devemos ter, que vos falei no início do post, e acho que ando a conseguir encaixar tudo. Tenho um trabalho de que gosto e que me dá esperança para o futuro. Comecei a investir mais na minha saúde, no meu corpo e no meu bem-estar, o que me tem levado a estar cada vez melhor comigo mesma e a aperceber-me melhor de tudo o que eu e o meu corpo precisamos. E, além disso, tenho a fotografia, o desenho, a cozinha e tantas outras coisas que me ajudam a ser criativa e a manter-me sã, com a sua conta, peso e medida. Acho que, na vida, só precisamos mesmo disto. Por fim, quero apenas lembrar-vos de que podemos distrair a cabeça com diferentes coisas, ao invés de nos stressarmos porque o fazemos.



Se também quiserem colaborar no ACMA podem mandar um email para acma.cultura[a]gmail.com e não se esqueçam de visitar a página de Facebook e de dar uma olhadela aos outros participantes.



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10 comentários

  1. Preciso urgentemente de começar a ler mais e de fazer desporto!

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    1. Gostava muito de ler mais, mas a vida nem sempre me ajuda.

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  2. Os hobbies ajudam a matar os tempos livres. Quando se vai para a Universidade é mais difícil

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    1. Há quem consiga, mas aquilo para mim foi quase como um trabalho xD

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  3. Em relação ao ano passado, este está mais lento no que toca a leitura. Tenho andado sem vontade nenhuma! Em relação ao desporto, sou a preguiça personificada. Quando finalmente me convenço a ir para um ginásio, espalho-me numas escadas rolantes e agora ando com dores num joelho. A sério, tenho uma sorte haha. Fico feliz que tenhas um emprego que gostes, é logo meio caminho andado para nos sentirmos melhor :)

    Ricardo, The Ghostly Walker.

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    1. Bem, também não acertas, Ricardo ahah
      Desculpa, mas quem é que se espalha nas escadas rolantes? Só tu! xD Mas olha, faz umas caminhadas que a dor vai desaparecendo :P eu mandei uma pancada na mesa do trabalho (de mármore) e andei aos pendões durante um dia. Fiz uma caminhada, não sei se foi do aquecimento, mas fiquei logo boa :D

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  4. Adoro ler, fotografia e desporto! Adorei o post (ps - o meu ficou para Abril :p)

    beijinho

    thebrunettetofu.blogspot.pt

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  5. Que hobbies tão bons!! A minha avó também me ensinou a fazer ponto cruz, já há muitos anos, mas acho que se fosse pegar numa agulha agora já não me safava! Gostei muito do post.

    Um beijinho,
    Bia do Bookaholic.

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    1. Por acaso ainda me safo nisso eheh :D

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  6. excelente post!
    uma partilha inspiradora!

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© let's do nothing today por Vanessa Moreira.