NEVE N.05: A RIQUEZA DA ÁGUA

29 fevereiro 2016

Serra da Estrela 2016

Depois de nos encontrarmos com o pastor do Sabugueiro, seguimos caminho até ao Vale Rossim. Contávamos de encontrar alguma neve ou gelo, mas a 1400m do lado Sul da Serra não havia nada, então a Norte era praticamente impossível. Foi aí que veio o sentimento de nostalgia, pois no ano passado, neste mesmo lugar, captei esta praia fluvial completamente congelada e cheia (repito: cheia) de neve. Até cheguei a fazer o meu primeiro boneco de neve aqui!

 
Como não havia nada de interessante que nos prendesse aqui, seguimos caminho por um atalho para as Penhas Douradas, por ser mais perto do que voltar para trás, mas nunca pensei de estar em tão mau estado. Buracos onde cabe um carro inteiro, a sorte é que era mesmo só um atalho e descobrimos que ele ia dar directamente ao ~deserto~ das Penhas Douradas.

Seguimos para Manteigas e fomos pelo conselho do pastor: quando encontrássemos um chalé de madeira à beira da estrada, seguíamos por essa estrada à direita e poupávamos caminho até Manteigas. Realmente foi mais perto, descobrimos coisas novas, mas a estrada é relativamente estreita.
Com sorte, olhei pela janela e avistei um arco-íris por cima da aldeia (apesar de mal se notar na foto, ainda o consegui apanhar).

Serra da Estrela 2016

Se há coisa que me fascina nesta Serra é a quantidade de água que jorra por qualquer buraco. À saída de Manteigas para Piornos, encontrei uma pequena fonte de água mesmo junto à estrada, ao lado da ponte sob o Zêzere (que corria a bom correr). Percorrendo o Vale Glaciar até ao Covão d'Ametade, encontramos água a correr pelas encostas do lado direito, do lado esquerdo para cima da estrada e por baixo da estrada por canos. É tão bom ver e rever o Zêzere a ganhar corpo lá em baixo, junto às casas, ao gado e rebanhos de ovelhas. Como sempre, a Fonte Paulo Luís Martins corre vigorosa, com água boa e fresquinha, sempre linda.

Serra da Estrela 2016
Serra da Estrela 2016
Serra da Estrela 2016

Não estava propriamente calor, 3ºC, nevava acima dos 1900m e decidimos almoçar com uma bonita vista, como já vem sendo habitual nos nossos passeios (procuramos os melhores spots para comer e relaxar). Depois de passarmos o Covão d'Ametade, encontrámos uma placa que dizia Chão de Celorico e seguimos por essa estrada. Como não estava em boas condições, quando vimos que a vista já era bonita, demos a volta ao carro e fomos almoçar.

Serra da Estrela 2016

À nossa frente tínhamos o Covão d'Ametade, com o belo Cântaro Magro meio coberto (acima dos 1900m) e de onde poderíamos avistar a neve (um pouco visível na foto). Tínhamos todo um Vale Glaciar à nossa frente e... um frio do demónio. Aqueles 3ºC pareciam muito menos quando levávamos com o vento na cara! Tivemos de desistir do ar livre e recolher ao quentinho do carro, para, pelo menos, conseguirmos comer sem congelarmos as mãos.

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