NEVE N.01: O DEPOIS DO ADEUS

01 fevereiro 2016


Eu, nos olhos do meu amor, com tudo aquilo que adoramos, captado pela minha câmara.
Cheguei das minhas mini-férias, cheia de coisas lindas para vos mostrar, cheia de energia, cheia de amor, cheia de vida. Foram uns dias fantásticos (5 dias), no nosso lugar favorito, com a nossa vista favorita e com neve.



O que seria do inverno sem neve? Para mim já não faz sentido. É o 3º ano de férias na neve e não há como odiar. Há sempre coisas para ver, há sempre coisas para fazer e com uma boa companhia, nunca nos fartamos, mesmo que cheguemos a ficar aborrecidos.
Fui para a Serra da Estrela a pensar: vai ser o primeiro dia de viagem, chegamos e marcamos as aulas de ski e snowboard, vamos para o Hotel, no dia a seguir vamos para a estância, no outro vamos para o SPA, no outro vamos embora, mas se tudo correr bem ficamos mais uma noite. Não saiu como planeado, porque a estância não abriu enquanto lá estivemos (provavelmente no Carnaval quem lá for vai ter mais sorte), mas foi muito bom na mesma.

Além de visitarmos inúmeras vezes a Torre, fizémos questão de revisitar outros locais que já conhecíamos e que pelo menos para mim são paragem obrigatória: Lago do Viriato, o Vale Glaciar do Zêzere e o Covão d'Ametade, a Lagoa Comprida e o Vale Rossim. Tenho a dizer-vos que ~amo~ a Serra, mas sem neve muda completamente a essência da coisa. Eu conheci o Covão já de diversas formas, tenha neve ou não, é lindo na mesma. Aquele parque é simplesmente maravilhoso! Mas a Lagoa Comprida e a Barragem do Vale Rossim sem neve, sem gelo, simplesmente água, plantas e pedra... é tão despido, tão sem sal que tira qualquer fascínio possível. Não deixa de ser lindo, não é à toa que o Vale Rossim é uma das 7 Maravilhas de Portugal, mas é totalmente diferente.
Tirei imensas fotos à noite, com apenas 1,5ºC, mas bem quentinha com todo um equipamento de desporto de neve nem dei pelo frio. Ainda atirei bolas de neve ao G (e ele a mim, mesmo na cara). Comi queijinho e paio na Torre, na banca do senhor Paulo Brás. Jantei no melhor restaurante das Penhas da Saúde, o Varanda da Estrela, e que prometo revisitar 1001 vezes e recomendar outras 1001 vezes. Vi a minha ~oficial~ primeira lenticular, à qual eu disse logo não posso deixar escapar esta.

Conheci mais duas terrinhas vizinhas da Serra: Monsanto e Penha Garcia. Fiquei estupidamente apaixonada! Depois de uma bruta subida em Monsanto consegui ver o cume cheio de neve da Serra de Béjár, à qual me disseram a viagem toda que era mentira, que a única estância de ski ali perto era na Serra Nevada, ao qual eu sempre disse que não, que haviam serras altas lá ao lado, que tinham uma estância... afinal acertei. Encontrei uma pérola no meio do nada, coladinha a Espanha, que quem vê de longe ou quem vê de perto, nunca, mas mesmo nunca saberá o que lá tem. Penha Garcia é cheia de segredos.

A viagem de regresso (e ida) é de 4h/5h, mais coisa, menos coisa, mas vale muito a pena. Estou em pulgas para vos mostrar tudinho (e é mesmo muito) e acho que vão adorar tanto como eu.

Foi uma jornada maravilhosa, cheia de surpresas, de bons momentos para descansar e de muito amor.

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© let's do nothing today por Vanessa Moreira.