28 abril 2017

O que eu sou


Serei a única que fica parada no tempo quando lhe perguntam como és?, do que gostas?, que tipo de pessoa és?, etc.? São tantas as vezes que me pergunto sobre isto que sinceramente ainda não encontrei uma resposta. É óbvio que sabemos quem somos, do que gostamos, mas se refletirmos apenas nisso, parece estranho falarmos de nós.

Eu sou uma pessoa muito reservada. Se não souberem que se passou alguma coisa comigo, também não o vão perceber facilmente. Levo a vida a sorrir e bem disposta, quer esteja triste ou não, porque aprendi que os outros se ~alimentam~ das nossas fraquezas. Mas também se estiver de mau humor, facilmente toda a gente o percebe, pois não consigo conter isso.

Mas do que é que eu realmente gosto? Toda a vida procurei respostas para isto, porque eu adoro tudo e não me interesso exclusivamente por uma só coisa. Desde sempre que desenho e adoro o mundo das artes, seja multimédia ou não. Desde sempre que me interesso por história e meteorologia. Também não escapo ao desporto.
Eu segui Artes, porque gostava/gosto. Se hoje voltasse a ter 14 anos e tivesse de decidir escolher o meu futuro de novo, o mais provável era seguir os mesmos passos. Continuo apaixonada por fotografia, pelo campo, pelas viagens, pelo céu! E a coisa que mais gozo me dá é fotografar, criar e editar imagens, conhecer coisas novas. Por isso é que eu adoro encontrar páginas e blogs onde se compartilham conhecimentos. Porque compartilhar é amor e em grande parte é isso que eu gosto de fazer, de partilhar com os outros as coisas que vejo e faço. O que é do artista se ele não partilhar com todos aquilo que produz? O que é da fotografia se não houver alguém para a admirar, para ver o que foi visto com outros olhos? O que é do céu, que todos os dias nos contempla, se não houver ninguém para o admirar?

Acho que é aí que entra a pergunta o que é que eu sou e do que é que eu gosto afinal?. E eu acho que não sei, mas provavelmente responderia que sou curiosa pelo mundo que me rodeia. Não há nada melhor do que encontrarmos a felicidade nas pequenas coisas do nosso dia-a-dia e se isso quer dizer que vou aprender coisas novas, melhor ainda.

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É uma pergunta simples, mas que traz tanta coisa à balha. Mais alguém se questiona quanto a isto?

23 abril 2017

Os meus livros preferidos


Hoje celebra-se o Dia do Livro e, como todos sabem, eu não sou uma leitora compulsiva, nem pouco mais ou menos. Tenho alguns livros que gostei bastante e outros que me ajudaram em alturas complicadas da adolescência. Sim, porque os livros também são terapêuticos e para quem na ~idade do armário~ só consegue ver de uma maneira, eles podem abrir muitas portas que inconscientemente fechamos. De todas as histórias podemos tirar um valor essencial para a nossa vida, seja essa história real ou não.

O Amor é Outra Coisa / Margarida Rebelo Pinto
Há alturas na vida em que achamos que o ~amor~ é só aquilo que sentimos pelo namoradinho da escola e mais nada. Eu estava numa dessas alturas quando me ofereceram o livro e realmente foi uma grande ajuda. Quando somos mais novos, achamos que tudo gira em redor daquela pessoa e que se o perdemos, deixamos de ter vida e nada é como dantes. Com a ajuda deste livro, que em nada é um livro de ajuda, consegui passar a ver a vida de forma diferente e a valorizar tudo aquilo que não valorizava como sendo amor. Os amigos, a família, os gestos de simpatia e compaixão, certos momentos do meu dia, o trabalho... tudo é amor se olharmos para isso de outra forma.
Apesar de não achar que a Margarida Rebelo Pinto seja uma escritora de outro mundo, ela concebeu um livro que nos mete a ver a vida de diferentes prismas, que incentiva as mulheres a não deixarem de amar, só por causa de um desgosto e também retrata um pouco os homens que têm medo de se exprimir e entregar.

Chama-lhe Amor / Vera Lúcia Silva
Foi um livro que me ofereceram no Natal de 2015 e que eu adorei. Entramos numa história como se de um diário se tratasse. Vamos ficando envolvidos numa trama que chega a baralhar os nossos pirolitos, mas depois... tudo se revela. Estamos no meio da vida da Maria, uma mulher bipolar, que leva os seus dias tão cinzentos que quanto mais lemos, mais queremos perceber o que se passa. Há uma review aí pelo blog, se quiserem ver.

A Rapariga no Comboio / Paula Hawkins
Adoro mistérios e este livro foi qualquer coisa dessas. Não me vou adiantar muito, pois já falei do filme e do livro por aqui. Foi um livro interessante e viciante, que nos faz ver que nem sempre as coisas são como nós as vemos. Fulano não tem uma grande vida, como nós pintamos. Fulana não é tão má pessoa como a pintamos. E aquele amor de perdição também não é assim tão bonito como o achávamos ser. No meio de um enredo enorme, descobrem-se coisas muito essenciais à vida e é aí que eu acho que está o outro ponto do livro.

18 abril 2017

Cinema #3: Últimos filmes vistos


Sei lá eu ao tempo que não falava de filmes por aqui. Provavelmente desde o ~ano passado. Mas hoje aqui estou eu para falar dos quatro que, para mim, valem a pena comentar. Vi muitos de animação, só que estes foram alguns dos filmes que o meu moço me quis ~obrigar~ a ver.

14 abril 2017

5 coisas simples para um dia mais feliz


Com as rotinas que levamos hoje em dia, não é fácil pensarmos porque estamos tristes e o trabalho ou estudos não correm como queríamos. Ou nem correm bem de todo.

De há uns anos para cá aprendi a abrandar, sem que parecesse que assim acontecia. Nos anos de universidade basicamente ficava tudo para depois, fosse a família, amigos, os trabalhos, não importava o que era. Eu vivia pensando em despachar trabalhos mais urgentes, porque o prazo estava a acabar, ao invés de adiantar os trabalhos mais morosos e que tinha bastante tempo para os entregar. Era mais interessada em ir ao café/festas com os colegas ou em vir a casa de 15 em 15 dias. Pouco mais que isto.

Mas há quase 4 anos que tudo mudou. O meu moço fez-me abrandar, meteu-me a cabeça no sítio (obrigada, amor!) e fez-me ver que eu levava a vida de forma errada.
Com a perda da minha avó, com a doença do meu pai e da mãe dele, percebi que a vida é um ai. Que não podemos deixar de dizer hoje o que sentimos e o que devemos, pensando que o amanhã é garantido. Que não devemos deixar de fazer hoje, achando que amanhã a pessoa estará ali ainda ou que ainda estaremos capazes de a fazer. Se hoje tenho força e vontade, porque é que vou ~preguiçar~ e deixar para amanhã? Não, isso simplesmente acabou para mim e isso aplica-se às coisas simples que venho partilhar com vocês hoje.

PEQUENO-ALMOÇO SIMPLES, COLORIDO E RICO EM SABOR

Eu sei que ultimamente falo muito sobre comida e reeducação alimentar, mas a verdade é que faz parte do meu universo há muito tempo. Há 4 anos fiz uma reeducação alimentar e era a pessoa mais feliz do mundo! Sim, eu ~era, porque depois veio o 3º ano da Univ, veio a perda, as tristezas, o estágio aka pesadêlo e eu caí dali abaixo tipo bola de neve. Simplesmente ignorei os sinais que o meu corpo me dava e deixei-me acomodar. E eu quis acabar com isso agora, como resolução deste novo ano, e não tenciono deixar de lado.

Sim, é difícil pensarmos que no meio da correria do nosso dia-a-dia conseguimos fazer um bom pequeno-almoço, simples e rico em montes de coisas, mas é tão simples como encherem uma taça com iogurte, cereais/bolachas/sementes (se quiserem) e colocarem-lhe fruta por cima, seja ela qual for. Eu ganho o meu dia quando torno o meu primeiro prato do dia mais bonito. Dá-me um boost de boa disposição enorme! Além de uma barriguinha cheia.

OLHAR PARA AS COISAS DE OUTRA PERSPECTIVA

Não sei se já aconteceu com vocês, mas já se apanharam a sair de casa e a olhar para algo, seja um carro parado, uma nuvem no céu, aquela árvore florida ou até uma tulipa no chão, e acharem que aquilo é mesmo bonito? Simples, mas bonito? Tudo porque vocês olharam com olhos de ver e acharam a beleza em algo que é tão banal.

Tem sido um dos meus lemas há ~séculos. Naturalmente já tenho o ~olho treinado~ para observar certas coisas, só que elas também me passavam completamente ao lado. Eu olhava, mas não via, porque a ~sombra~ que tinha em mim era grande demais para me deixar ver. Assim que me deixei aliviar, tudo melhorou à minha volta e vejo beleza em todo o lado. Ok, eu sou uma amante da natureza e moro no campo, mas mesmo nas ruas há coisas lindas e tão simples.
Tentem sair à rua e olhar de forma diferente para as coisas.

UM CAFÉ E SOCIALIZAR A MEIO DO DIA

Não sabe bem acabarem de almoçar, beberem o vosso cafézinho e poderem socializar, seja com pelo Facebook ou pessoalmente? Eu adoro e, mais um vez, faz-me ganhar o dia.

Mesmo com a reeducação alimentar, eu bebo um café por dia, dois no máximo se for ao café à noite, mas faz parte do meu dia. Ajuda-me a descontrair, faz as conversas de hora de almoço mais agradáveis e além disso ajuda a passar bem o tempo.

SER LEVE EM FRENTE AOS DESAFIOS

Quantas vezes nos vemos ~encurralados~ no meio de tantas tarefas do dia-a-dia ou com problemas que nos stressam imenso? Muitas, não é? Eu também me revejo nisso, só que infelizmente (ou felizmente) o stress afecta negativamente a minha saúde, agravando o meu ~já~ problema de saúde e fui obrigada a abrandar o ritmo. Na Univ, simplesmente não dominava o meu problema e hoje em dia sou capaz de o segurar. Como? Simples...

Se existe um problema, mantenho a calma e boa disposição e tento resolvê-lo da melhor maneira. O mesmo acontece quando tenho ~montes~ de tarefas para fazer e muito pouco tempo.
Atendimento ao público não é fácil, como todos sabem, mas se existe lá um problema que nos começa a colocar os cabelos em pé e aquela cara de poucos amigos, não devemos ter vergonha de pedir ajuda a um colega. É complicado atender pessoas, todos o sabem, ainda mais aquelas que já são complicadas, por isso com a ajuda de um colega tudo se consegue resolver mais calmamente.

PASSEAR/CAMINHAR QUANDO POSSÍVEL

Ando maluca por caminhadas, apesar de às vezes vir tão cansada que não consigo ter forças para mais, mas vou. E vou porquê? Porque passear/caminhar depois de um dia intenso no trabalho, ajuda imenso a colocar a mente no sítio, a relaxar antes de ir dormir e ajuda a manter o fit.

Quando estava no estágio diziam-me imensas vezes: quando saíres, vai dar uma volta, ajuda a relaxares a cabeça e depois vais para casa. E eu não queria crer. Chegava a casa e tanto os meus pais como o meu moço apanhavam comigo em fúria, completamente de mau humor, porque tudo o que eu interiorizava no estágio, exteriorizava em casa! Péssimo, como podem imaginar. Por isso aprendi que devia começar a relaxar mais depois do trabalho e isto é um método maravilhoso.


E por aí, há alguém com dicas simples para ser mais feliz?

03 abril 2017

Snacks deliciosos e práticos

Com esta guerra entre ~tempo e fome~ não é fácil encontrar um meio termo. Do pequeno-almoço ao almoço ou do almoço ao jantar, passava horas sem comer ou a comer porcarias. Desde bolos a sumos da Compal (cheios de açúcar), tudo o que viesse à rede era peixe. E não comia uma bolachinha ou um bolinho, eram sempre 3 ou 4. Toda a gente sabe que isso é tudo menos bom, não é?

Daí pensei que precisava de mudar os meus lanches e de arranjar tempo para comer entre refeições, desse por onde desse. Estava a mudar as refeições principais, mas não mudava o resto, ficava tudo na mesma. Aliás, ainda passava mais fome e chegava às refeições faminta!

Decidi comprar uns potes com uma medida jeitosa para levar aquilo que eu queria. Comecei a fazer alguma travias, mas confesso que sempre que posso levo o mesmo: maçã assada com iogurte grego natural e canela. Não sei o que vos diga, apenas é super delicioso e fico satisfeita. Não preciso de comer mais um queijinho ou qualquer outra coisa. É docinho e é apenas com o doce da fruta.

Já fiz outros frasquinhos com iogurte grego natural (sempre delicioso, prático e saudável!), quase todos dentro do mesmo registo. Framboesas congeladas e xarope de agave, papaia com um mix de sementes (girassol, pinhão e abóbora) e mel, morangos com cacau em pó, maçã natural e canela e até kiwi e gelatina.

Por acaso a gelatina também tem sido um dos meus snacks, quase sempre o lanche da manhã acompanhado por uma peça de fruta. Tento respeitar um pouco as horas e seguir isso à risca. Agora é muito mais simples, porque está na minha rotina diária, mas no início era complicado, porque chegava mesmo a stressar por não cumprir o meu próprio regime. Se saio de casa e não é propriamente para um sítio onde dê para sacar da marmita e comer, então levo uma maçã e um queijinho da vaca ou babybel. Simples e rápido!

E porque raio queria eu falar-vos nisto? Porque no stress do nosso dia-a-dia cometemos erros estúpidos quando é tudo tão simples. Não lanchamos, porque depois vamos almoçar ou jantar. Passamos horas sem comer/beber, porque achamos que o nosso trabalho não nos permite. Sem criarmos essas ~opções~ no nosso horário/na nossa rotina, nunca vamos saber se somos ou não capazes de o fazer. Eu achava que nunca ia ter tempo para comer durante a manhã. Falso. Às vezes como à pressa, às vezes vou petiscando até conseguir comer tudo, mas como e isso é que é importante. Não deixo o meu corpo em esforço até à refeição principal.


Serei a única a lutar nesta coisa do tempo vs fome?

UP!